Tinha acabado de assistir O mestre do mestre PTA, isso me abalou muito, eta filminho complexo, pego tudo na minha tristeza já consagrada pela vida. Resolvi caminhar então, tudo bem que já eram umas dez horas da noite de um domingo, peguei o cão (na verdade uma cadela, mas carinhosamente me refiro a ela como o cão) e fui. Lá encontramos um outro cãozinho, simpatico, mas Cruela ficou com medo, meteu o rabo entre as pernas (literalmente), o vira-lata (talvez ela seja racista e não se misture com esse tipo de cão. nesse caso o erro é totalmente meu por não ensina-la minhas virtudes, aiai, espero que um dia Cruela aceite que raças servem apenas para dar preço aos cães e ame todos igualmente, como devem ser) não entendia o medo de Cruela, e continuava rondando-a. Então peguei Cruela no colo, in the same time um casal de colombianos passava no outro lado da rua (é uma avenida), o vira-lata saiu correndo até eles, quando pus o cão de volta na pista de caminhada PUM! Correu de volta para onde estávamos, entretanto um carro passou por cima de seu focinho. Eu num surto de indiferença ao perigo corri para o meio da rua e peguei o corpo do cachorro, coloquei-o na calçada. A pista já tinha uma possa de sangue e a calçada logo virou uma também. O casal de colombianos viu toda a cena, perguntei se algum deles sabia o que fazer, mas não falavam português e foram para casa (o que agora me parece bem estranho, mas enfim) chegaram mais cinco adolescentes, não sabíamos o que fazer. As circunstancias eram de um domingo a noite, nenhum veterinário por perto, seis adolescentes inexperientes, então tive a brilhante ideia: LIGA PROS BOMBEIROS. (pq eu estava sem celular, minha bad era tão grande que decidi caminhar sem levar o celular). A menina ligou e os bombeiros disseram: Não trabalhamos com animal quase morto. Então fizemos carinho no vira-lata até ele morrer, o que julgo eu ter sido engasgado com o sangue. Os cinco adolescentes foram embora, eu peguei o corpo do cachorro já morto e coloquei no pasto (um campo bem grande cheio de mato) pensando que não queria que ninguém mais visse isso. Voltei pra casa e limpei o sangue que estava na Cruela, o que estava em mim também e ao deitar pensei:
Por que não abrir um canil gigante onde todos os cachorros perdidos são levados para lá? Iria gerar emprego para veterinários, para recepcionistas, movimentar a economia interna pois é necessário remédios e comida para os cães também. Iria gerar emprego para as pessoas que rondam pela cidade procurando cães desabrigados. Ai as pessoas poderiam ir para lá adotar. Iria diminuir muito o numero de acidentes causados por cães, e as mortes dos cães.
No caso dos animais que tem uma família mas fugiram, existe um tipo de chip implantado nas costas do bixin que funciona como uma coleira. O município poderia pagar isso para a população, alias é bem barato (na verdade não sei, só sei que quando colocamos na Cruela ninguém reclamou de preço), e quando surgisse um animal seria checado se ele tem esse chip e logo o dono seria contatado.
Então lembrei de um projeto de história de quando eu estava na sétima ou sexta série: Fomos a câmara municipal ter um dia de vereador e debater ideias. Escrevi essa utopia e mandei para o prefeito da cidade de Americana (atual naquele momento): Omar Najar, cujo filho espancou meu vô (mas isso é outra história). Entretanto Omar não ligou muito para minha ideia (cagou pra ela na verdade).
Muito bom léo! Parabéns por continuar seguindo com sru dom da escrita :D
ResponderExcluir<3
ExcluirMuito bom léo! Parabéns por continuar seguindo com sru dom da escrita :D
ResponderExcluir<3²
ResponderExcluir