terça-feira, 8 de outubro de 2013

O conto das lagrimas do Sol.

 No esplendido mar de estrelas, no escuro do infinito, existia um homem, apaixonado por uma deusa antiga.
 Um homem temido em mar, e amado em terra, um homem cujo os princípios desafiavam as leis dos poetas. ele navegava com uma tripulação de um homem só, fazia todo o serviço no convés e ainda tinha tempo de apreciar sua amada Lua de noite.
 Mas nunca teve a chance de se aproximar de quem amava, passou a vida a procura dela, que brilhava todas as noites, passou noites seguindo o brilho do céu escuro, em seu navio flutuante; Mas na nada humilde opinião da magia, ele teve uma chance, uma unica chance. Um dia, ele pôde subir aos céus e passar uma noite, uma unica noite com quem queria.
 Mas aos olhos dos outros Deuses, ciumentos e arrogantes, aqueles que nunca conseguiram conquistar o coração da majestosa rainha da noite, ele não foi bem visto como um amigo. Ao canto do olho do próprio ciume ele foi banido, amaldiçoado a nunca mais poder tocar em sua amada e nunca mais poder dizer "Eu te amo".
 Mas a fúria do desespero de um homem de coração partido é mais forte do que qualquer parede invisível, e a sorte que caminhava ao seu lado, transformou-se no mais fino badalar de um sino, e o seu navio pegou fogo, iluminando todo o dia, agora não navegava mais em espelhos do céu, mas cavalgava ao lado das grandes constelações com o intuito de um dia poder chegar até sua amada e poder dividir a própria vida.